Alcoolismo

Bebidas alcoólicas e seus riscos

Atualmente cerca de 20% da população brasileira é composta por alcoólatras, doença que em 50% dos casos se inicia entre os 10 e os 12 anos de idade. Período este que é um dos mais importantes na formação do nosso tecido mais nobre. O sistema nervoso central e algumas glândulas, especialmente as mamas e os ovários nas meninas; e os testículos nos meninos.

Justamente nesse momento, a metade das nossas crianças tem contato com este flagelo – infelizmente – legalizado, estimulado e propagandeado em televisão, rádios, revistas, jornais e por pessoas. Estes últimos, especialmente, como alguns formadores de opinião, desinformados ou sem a consciência do mal que estão causando.

Mesmo sendo uma droga tão devastadora, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), ela ocasiona 20 vezes mais danos à economia e à saúde mundial do que a somatória de todas as outras drogas juntas (cocaína, maconha, LSD, cigarro etc.).

Sendo assim é também importante salientar que o álcool é metabolizado não somente no fígado, mas todos os nossos tecidos recebem uma enorme agressão. Levando a uma deterioração não somente do fígado ou do cérebro, mas de todo o nosso organismo.

Não podemos esquecer que a maioria dos crimes realizados em nosso país estão relacionados ao consumo de álcool. Nossos hospitais psiquiátricos estão lotados, sem vagas. A maioria delas está ocupada por pacientes dependentes de álcool. Mesmo assim, repito, é assustadora a propaganda diuturna estimulando o consumo do álcool, veiculada na imprensa.

Talvez, pior ainda, é o fato desta droga, causadora de tantas mortalidades e mobilidades, poder ser até considerada uma droga “familiar”, sendo “normal” tê-la em casa e expô-la a quem quer que seja, como visitantes, crianças, adolescentes e enfermos; em um trabalho insidioso, subjetivo e de estímulo.

É importante salientarmos que os doentes do alcoolismo não são apenas aqueles verdadeiros párias da sociedade que vemos arrastarem-se pelas sarjetas de norte a sul. Com um caminhar típico de quem já apresenta lesões nas terminações nervosas periféricas e no sistema nervoso central; o estômago e o intestino corroídos pela doença, a face inchada, os olhos congestionados.

Mas, é, também, aquele que todos os dias ingere uma determinada quantidade de álcool, “para baixar as tensões”, dizem uns. Ou “para relaxar”, dizem outros. Ingenuamente achando que tem algum controle sobre a bebida, até o momento em que a doença se instala.

A partir desse momento, mesmo deixando a bebida, aquela pessoa será um dependente químico por toda a vida. Sempre sujeito às recaídas. Arrastando atrás de si todas as mazelas físicas, sociais e familiares ocasionadas pelo álcool.

Portanto, meus amigos, crianças, adolescentes, homens e mulheres de todas as idades, estejam permanentemente alerta em relação à doença do alcoolismo. Alertem seus amigos e familiares. E exerçam seu papel de cidadão, exigindo dos nossos políticos leis mais rigorosas em relação ao flagelo do alcoolismo.

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